Descubra as funcionalidades secretas da mensageria em nuvem da Universidade de Lorraine

A mensageria da Universidade de Lorraine baseia-se no Zimbra, um webmail frequentemente reduzido ao envio e recebimento de e-mails. O ambiente digital da instituição também integra o B’UL, um serviço de armazenamento e compartilhamento em nuvem baseado no Nextcloud, cujos arquivos são hospedados nos servidores da universidade. Esses dois componentes formam um ecossistema cujas várias funções permanecem subutilizadas tanto pelos estudantes quanto pelos funcionários.

Privacidade e hospedagem de dados: o que distingue Zimbra e B’UL de um serviço público

No Gmail ou Outlook públicos, os dados transitam por datacenters operados por empresas americanas sujeitas ao Cloud Act. A Universidade de Lorraine fez uma escolha diferente: os documentos salvos no B’UL são armazenados nos servidores da universidade, em seus próprios datacenters. Essa localização garante que os trabalhos de pesquisa, as cópias digitalizadas de exames ou os dados administrativos não saiam do perímetro institucional.

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O Zimbra funciona segundo a mesma lógica. Os e-mails trocados entre endereços @univ-lorraine.fr não saem da infraestrutura interna. Para os funcionários que manipulam dados de pesquisa sensíveis, essa arquitetura evita a necessidade de criptografar manualmente cada anexo antes do envio, o que continua sendo uma prática comum ao usar uma mensageria comercial para trocas profissionais.

Configurar um encaminhamento automático para um endereço Gmail ou Proton é tecnicamente possível, mas isso faz perder essa garantia de hospedagem soberana. As notificações recebidas na mensageria em nuvem da Universidade de Lorraine perdem seu interesse se o conteúdo real da mensagem aterrissar em um servidor de terceiros.

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Compartilhamento externo a partir do B’UL: funcionamento e limites pouco documentados

O B’UL permite compartilhar um arquivo ou uma pasta com um colaborador externo à universidade, por exemplo, um coautor vinculado a outra instituição. O mecanismo baseia-se na geração de um link de compartilhamento, com ou sem senha, e com uma data de expiração configurável.

Professor pesquisador explorando as funcionalidades avançadas da mensageria em nuvem em uma sala de informática universitária

A diferença em relação ao Google Drive ou Dropbox reside em três pontos que os usuários frequentemente descobrem tardiamente:

  • O compartilhamento externo não dá acesso à edição colaborativa por padrão. O destinatário pode visualizar e baixar o arquivo, mas a edição online via OnlyOffice (integrado ao B’UL) requer uma conta universitária ativa.
  • Os arquivos compartilhados externamente permanecem fisicamente nos servidores da Universidade de Lorraine. O destinatário recebe apenas um link, não uma cópia duplicada em uma nuvem de terceiros.
  • O tamanho máximo de um arquivo enviado e a capacidade total de armazenamento dependem do perfil (estudante ou funcionário). Os limites não são idênticos aos de uma conta Nextcloud auto-hospedada clássica.

Para trabalhos em grupo interinstitucionais, essa limitação orienta para um uso híbrido: redação colaborativa no B’UL entre membros da Universidade de Lorraine, seguida da exportação do documento final para um link de download para os parceiros externos.

Uso móvel do Zimbra e B’UL: sincronização e restrições a serem conhecidas

O acesso móvel ao Zimbra é feito através do protocolo ActiveSync ou pela configuração manual IMAP/SMTP. No Android e no iOS, a sincronização dos e-mails funciona de forma padrão. A sincronização de contatos e da agenda compartilhada, por outro lado, requer uma configuração específica que a interface móvel não oferece automaticamente.

O B’UL se sincroniza via aplicativo Nextcloud, disponível nas lojas Android e iOS. O aplicativo permite configurar o envio automático das fotos tiradas com o telefone para uma pasta B’UL, uma função útil para os funcionários em deslocamento pelos diferentes campi (Nancy, Metz, Épinal).

A principal limitação diz respeito à edição de documentos no celular. O OnlyOffice, integrado ao B’UL no navegador desktop, não oferece a mesma fluidez no smartphone. Os arquivos .docx ou .xlsx abrem-se apenas para leitura, mas a modificação em tempo real é mais confiável a partir de um computador. Google Docs ou Microsoft 365 oferecem uma experiência móvel mais avançada nesse aspecto específico, o que explica por que alguns estudantes optam por essas ferramentas para redação em mobilidade.

Dois estudantes colaborando nas funcionalidades da mensageria em nuvem da Universidade de Lorraine em um espaço de café do campus

Edição colaborativa e ferramentas integradas ao B’UL: OnlyOffice e Draw.io

O B’UL integra duas ferramentas de edição diretamente na interface web. OnlyOffice suporta os formatos .docx, .xlsx e .pptx, bem como formulários interativos no formato .docxf. O Draw.io permite criar diagramas e esquemas no formato .drawio sem instalar software adicional.

A edição colaborativa em tempo real funciona entre usuários com conta universitária. Cada modificação é registrada com um histórico de versões, o que permite restaurar uma versão anterior de um documento sem intervenção da DSI.

Essa combinação cobre a maioria das necessidades de um projeto de grupo universitário: redação compartilhada de um relatório, planilha de acompanhamento, apresentação, diagrama de arquitetura de software. A vantagem em relação ao Google Workspace reside no fato de que os dados nunca saem dos servidores da universidade, um argumento que pesa para as teses de mestrado que contêm dados de pesquisa ou resultados não publicados.

O serviço B’UL foi recentemente estendido a todos os estudantes após uma fase reservada aos funcionários. Essa abertura gradual explica por que uma parte da comunidade universitária ainda ignora a existência dessas funções colaborativas, muitas vezes assimiladas a um simples espaço de armazenamento. Da próxima vez que o Zimbra exibir uma notificação, verificar se o arquivo anexado poderia ter sido um simples link B’UL compartilhado continua sendo o reflexo mais útil a ser adquirido.

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